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Medicina e Neurociência

Fotos e vídeos recuperando o que sonhamos? Órgãos impressos em impressoras 3D para transplantes? Internet do corpo? Tratamentos genéticos individuais? Tudo parece muitíssimo avançado, mas não estamos mais tão distantes dessa realidade, ela está cada vez mais próxima. Inúmeros avanços na pesquisa científica estão sendo motivados por pessoas comuns que enxergam nesse campo do conhecimento a possibilidade de reinventar a medicina, a saúde, o envelhecimento, as terapias. Tudo isso movido por tecnologias exponenciais e inesperadas combinações de aplicações, hardware, sensores etc.

 

Os novos tipos de intervenção tecnológica mexem profundamente no corpo humano e tudo o que se refere a isso tem de passar por um processo intenso e burocrático de proteção à vida das pessoas. Muitos dos protocolos não evoluíram tão rapidamente quanto a tecnologia e os dispositivos criados para apenas monitorar determinados índices corporais precisam passar por um processo longo e muitas vezes caro. Regulação, fabricação, segurança, eis três dos diversos itens que constituem algumas das muitas barreiras de entrada a empreendedores da área médica e de neurociência.

 

Nem por isso o desenvolvimento parou, pelo contrário, está aumentando consideravelmente, uma vez que saúde com qualidade e longevidade são capitais para a humanidade, e a tecnologia e os processos de produção estão cada vez mais baratos e acessíveis.

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Redes e Computação

A internet é a suprema mãe de todas as redes, tendo alcançado muito mais do que o sonhado pela ARPA, Rede Avançada de Pesquisas e Projetos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O crescimento exponencial das redes possibilitou que a informação fluísse de um lado a outro com a menor fricção possível, permitindo o surgimento de incontável número de iniciativas de negócios voltados ao crescimento econômico e social da humanidade.

 

É necessário hoje aprender como a internet chegou a esse ponto e continuar a exploração: protocolos abertos, plataformas hackeáveis, mínimas regulações, modelos simples de precificação e potência nas pontas, para cada pessoa ter a liberdade de criar. A largura de banda da rede cresce dia a dia e novos materiais têm possibilitado a construção de outras fibras ópticas, com potencial de transmitir mais luz e, em consequência, mais bits por segundo.

 

Sensores muito baratos e comunicação quase gratuita estão fazendo com que dispositivos do mundo físico sejam mais capazes e convenientes, tornando os negócios que os utilizam mais potentes e eficientes. Uma nova internet surge somente para esses dispositivos: a internet das coisas, ou melhor: a internet de todas as coisas. O modelo de negócio advindo da possibilidade de trocas de informação entre dispositivos vai gerar uma nova forma de fazer girar a economia. Cloud computing começa a ficar insuficiente para essa proposta e surgem os modelos denominados “fog computing”, uma vez que a velocidade de transmissão e a disponibilidade necessárias podem não ser suficientes, exigindo um processamento parcial de dados na própria localidade dos sensores, para rápida tomada de decisão.

 

As controvérsias desse universo são variadas e permanecem em aberto, aguardando soluções criativas: desafios enormes à segurança; neutralidade da rede versus gerenciamento da rede; redes absolutamente fechadas ou totalmente abertas. Uma sociedade engajada na manutenção de uma rede aberta é a chave no processo de desenvolvimento de tecnologias e tem sido assim historicamente. Embora os entes reguladores tenham diminuído os espaços de manobra e esteja cada vez mais desafiador o surgimento de novas propostas, ainda há muito espaço para a inventividade humana.

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Finanças e Economia

O universo de transações econômicas no mundo se solidificou com o advento da internet e do acesso em massa das pessoas à informação. O uso de tais tecnologias permitiu que algo improvável acontecesse: a economia do compartilhamento. A velocidade é estupidamente grande e está literalmente na ponta dos dedos bem como em elementos vivos como um sofá (Couchsurfing), um carro (Uber) ou mesmo uma casa na árvore (Airbnb). Uber só existe há cerca de 7 anos e gerou bilhões de dólares em valor, e inúmeros empregos para pessoas que, de outra maneira, estariam sem uma atividade econômica sustentável. Um dos fatores mais incríveis dessa jornada (não convém falar dos problemas de gestão enfrentados recentemente) é que o Uber demorou 6 anos para completar 1 bilhão de corridas; 6 meses depois, ele alcançou 2 bilhões de corridas. Isso é crescimento exponencial.

A conjuntura econômica de muitos países provoca migrações e pode gerar desempregos. Nesse ambiente caótico e de escassez econômica, jovens têm trocado de país e utilizado tecnologias móveis para atuar na economia. A junção de apenas dois elementos, como Uber e Waze, permite que um motorista russo que nunca dirigiu em outro país possa trabalhar imediatamente na Suécia, por exemplo, sem necessidade de aprender a falar o idioma, saber os endereços ou até mesmo conhecer bem o trânsito local. A tecnologia é a força libertadora da escassez para a abundância. Esses fatores exemplificam como o mundo está em um período profundo de transição acelerada.

E para esse ambiente digital, não é mais possível conversar sobre essas forças disruptivas do que o uso de criptomoedas e Blockchain. Se algo revolucionário como essas tecnologias for adotado mundialmente, poderemos testemunhar neste século a morte do sistema financeiro como o conhecemos hoje. É preciso lembrar que nas forças disruptivas da digitalização da confiança reside o poder exponencial de alcance do ativo. A distribuição de riqueza e o acesso indiscriminado daqueles que não podem ter conta bancária é um caminho sem volta. A transição de poder não virá sem lutas, haja vista a quantidade de gente que afirma com veemência que o valor de criptomoedas está sob o efeito de uma bolha.

É imprescindível a criação do “momento interface” (como o gerado com o uso do Mosaic/ Netscape no início da internet, quando os usuários tinham de acessar a internet por uma tela preta), que vai explodir exponencialmente a adoção dessa tecnologia. As finanças e a economia nunca mais serão as mesmas e muita, muita gente nova entrará nesse mundo.

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Big Data e Learning Machine

Dois milhões e meio de milhões de milhões. Mais precisamente, 2,5 seguido de 18 zeros: 2,5 quintilhões. Essa é a quantidade de dados gerados em toda a internet POR DIA! E essa quantidade se repete todos os dias. Não há maneira humana de fazer um crunch desses dados todos, o que exige que se aplique uma técnica de aprendizagem de máquina para extrair informação e valor. Em suma, só tende a aumentar exponencialmente.

 

A cada minuto:
• ocorrem 18 milhões de consultas sobre o tempo;
• 527 mil fotos no Snapchat são compartilhadas por usuários;
• 456 mil tweets são feitos;
• 103 milhões de spams são enviados;
• 3,6 milhões de busca são atendidos pelo Google;
• 45,7 mil pessoas pedem um Uber;
• 4,1 milhões de vídeos são vistos no YouTube.

 

Há possibilidades imensas ou desafios extraordinários de minerar tal volume de informação; eis aí o novo ouro negro no qual empresas como Google, Facebook, Amazon e Apple estão apostando suas fichas. A nova economia está em um momento-chave, pois processos de governança e regulação ainda são necessários para ajudar a estabelecer o balanço de forças de mercado a fim de evitar abusos ou filtragens de conteúdo.

 

Os dados e informações são o combustível por excelência da inovação. Quanto mais dados se usam, mais os elementos que mastigam esses dados gerarão informações melhores. Adivinha? Quanto mais ricas forem essas informações, mais dados novos serão gerados, o que consolida um loop infinito de geração de riqueza.

 

Os prosumers (consumidores e produtores de informação) são, em última instância, os melhores avaliadores do produto, substituindo até posições de pesquisadores das empresas, uma vez que elas constroem não apenas produtos, mas plataformas, de onde todos os participantes extraem valor. Não é surpresa que esses usuários engajados podem vir a suprir necessidades tão específicas da empresa como podem, ao mesmo tempo, identificar oportunidades nunca vistas. Os dados falam mais alto do que supõe nossa vã filosofia.

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Nanotech e Impressão 3D

Criar, destruir, recriar: eis os verbos mais interessantes da grande aventura humana no planeta. A impressão 3D ou manufatura aditiva tem uma estrada longa de desenvolvimento. Nos últimos 30 anos, muita coisa foi criada, mas essa tecnologia estava disponível apenas para as grandes corporações. Uma vez que a curva exponencial fez com que os preços caíssem e os softwares melhorassem, o último dos 6 Ds de Peter Diamandis aconteceu: a democratização do acesso a essa tecnologia. O que podemos fazer com isso? Estamos limitados por nossa própria criatividade. Como a criatividade do ser humano é infinita, eis aí a resposta do que podemos criar. Desde impressoras que estão na Estação Espacial Internacional até nanorrobôs investigando a saúde e características do corpo humano. Mas não é só! Carros estão sendo feitos com partes impressas em 3D, até mesmo na Formula 1!

 

E falando de carros, alguns carros autônomos foram construídos com peças 3D. Discute-se atualmente que boa parte das mortes será evitada com a adoção em massa desse tipo de transporte, porém uma das consequências inesperadas é que sofreremos escassez de doadores de órgãos para transplantes! É muito simples ver as consequências, mas a impressão 3D visa, também, a remover essas limitações… com a impressão de órgãos!! O desafio é imprimir as pequenas veias e capilares, o que já está sendo feito atualmente em pequena escala.

 

Muito em breve veremos impressoras 3D em quartos de hospital imprimindo stents cardíacos por uma fração do custo atual, recheadas de células-tronco do paciente, de tal modo que não existirá rejeição. Com elementos nanotecnológicos, a impressão 3D ganhará cada vez mais novas iniciativas incríveis, como objetos 3D que não precisam de partes elétricas para se comunicar por Wi-Fi! Definitivamente, é um admirável mundo novo!

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Energia

A base de toda a vida na Terra é a energia solar. Historicamente, as fontes energéticas têm se transformado nos últimos séculos de forma muito profunda. A cada mudança, negócios são eliminados e outros os substituem. Por exemplo, o tempo gasto para obter energia de óleo de baleia para colocar nas lâmpadas movidas a esse combustível era de dias; hoje, o simples apertar de um botão traz energia de forma instantânea, em microssegundos. Saímos do fogo, do carvão, do vapor para energia elétrica, nuclear e estamos chegando cada vez mais perto da disseminação mais profunda do uso baseado em fontes de energia limpa, como a solar e a eólica. A energia, em senso comum, não é escassa no nosso planeta. A busca por fontes de energia faz com que forças entrem em ação: econômicas, de mercado, geopolíticas, e ocorram centralizações e descentralizações do poder.

 

Um dado muito importante sobre energia solar: o planeta recebe milhares de vezes a quantidade de energia solar que toda a humanidade consome no período de um ano. Ela ainda não está numa forma utilizável, mas, em um período de até 20 anos, a economia funcionará totalmente baseada em energias sustentáveis, principalmente aquelas baseadas em energia solar e eólica. Essa será uma mudança radical. Hoje, é tímido o desenvolvimento, mas em alguns anos, seu crescimento é exponencial e avassalador.

 

Uma das possibilidades enormes para os países menos avançados econômica, política e socialmente é que eles estão na altura da linha do equador. Isso significa que eles serão as maiores fontes geradoras de energia solar do planeta. Num rápido exercício, o que seria possível prever? Populações inteiras se organizariam em torno de energias sustentáveis e poderiam iniciar plantações, processos de irrigação, dessalinizar água do mar, criar escolas, aumentar o comércio e a indústria; a acumulação de energia por meio de baterias para uso noturno já é cada vez maior. As possibilidades que surgem são simplesmente impressionantes! Resta-nos saber mais, nos antecipar, pesquisar e aproveitar esse manancial abundante de energia, pois não se inventou nenhuma maneira de parar de fazer o Sol brilhar ou a Terra sair de sua órbita! Let the sun shine!

 

A descoberta de campos profundos de petróleo sob a camada do fundo do mar acelera a busca por fortes investimentos para o desenvolvimento de tecnologia. Ora, a tecnologia é a força por excelência que transforma aquilo que era escasso em algo abundante: a demanda e a oferta de petróleo podem aumentar, a força geopolítica do país o coloca em posição de destaque, é possível direcionar partes do lucro para melhorar a vida de determinada parte da população. Como se sabe, a solução de um problema pode expor deficiências e consequências não intencionais, como as de fundo moral, quando o meio ambiente pode ser prejudicado por esse tipo de exploração.

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Robótica

Que tal se deitar num leito para entrar numa cirurgia e deparar com seres humanos e máquinas com enormes braços e instrumentos cirúrgicos, câmeras e sensores, motores e atuadores, sistemas que recebem os braços de um médico que está do outro lado do planeta? Pode parecer muito estranho e é! A ficção científica dessa cena sui generis reflete os avanços tecnológicos feitos há pelo menos 40 anos, mas já visualizado pelos artistas no desenho animado da família Jetsons, criada na década de 1960 e cuja reflexão se baseia na vivência deles no século XXI (mais conhecido como HOJE).

 

Naturalmente foi muito difícil fazer com que o robô faz-tudo Rose desse salto mortal e se mantivesse equilibrado (espere até o final do vídeo para ver quão humano somos nós e como isso se reflete em um monte de aço, plástico e cabos elétricos)… Espere. Se os robôs já conseguem fazer isso, talvez signifique que nossos empregos estão ameaçados mortalmente? Como ganharei meu sustento, alguns se perguntam. Criamos justamente algo que nos matará pouco a pouco? Que futuro é esse?

 

Não há uma resposta óbvia a essa pergunta. As inúmeras soluções criadas pelas pessoas para resolver problemas complexos geraram um sem-número (muito maior até do que os problemas anteriores) de novos problemas, possibilitando a geração de outros e melhores empregos.

 

O caminho é muito longo, mas hoje estamos mais perto de robôs que procuram aprender conosco, o que levará eventualmente à colaboração homem-máquina. Precisaremos aprender a colaborar mais, uma tarefa eminentemente humana. Até porque, não podemos ser ingênuos, os robôs ainda estão em sua infância: não conseguem nem conversar de maneira autônoma entre si, não são capazes de abrir portas facilmente, não podem cruzar uma sala entulhada de objetos, limpar mesas, lavar/secar/dobrar roupas e, se os largarmos numa sala fechada sem um carregador, sua bateria se esvai e eles não sairão dali.

 

 

Há intenso potencial nos próximos anos em praticamente todas as áreas do conhecimento. De carros a frotas, de hospitais a descoberta de drogas, nanorrobôs intracorporais, acompanhantes de pacientes, auxiliadores para carregar peso, vigilância, ufa! Desafio? Melhorar a educação e tornar divertida a aprendizagem tanto para adultos quanto para crianças, pois está na mão das pessoas a chave de seu destino. Por enquanto, aos robôs resta tentar, tentar, até acertar…

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Inteligência Artificial

O cérebro humano tem limitações bastante importantes, especialmente nos aspectos de memória, velocidade de processamento e também grandes padrões distorcidos de julgamento, levando a crer que algo está muito errado, quando, de fato, não está. Olhando de uma forma mais detida, não parece ser esse o sentimento. Nas condições atuais, nosso cérebro não consegue mais acompanhar o que ocorre no mundo.

 

A inteligência humana tem sido a grande fonte de transformações da natureza desde tempos imemoriais. A inteligência, elemento fundamental para a resolução de problemas de forma eficiente, fez com que o ser humano conseguisse achar alimentos, combater predadores, buscar melhores locais para se estabelecer, replicar seu DNA e popular todo o planeta. Chegar aos dias de hoje definitivamente não foi um feito pequeno.

 

Estamos num momento ápice da característica mais humana. Elementos inanimados, aos quais demos vida, começam a agir de forma autônoma: carros e meios de transporte inteligentes, capazes de decidir sozinhos o melhor caminho e evitar o mal que hoje cometemos por imperícia, imprudência ou negligência; computadores que brincam sério e aprendem a vencer jogos dificílimos como xadrez ou go.

 

Começamos a assumir que o computador e os processos cognitivos programados nessas máquinas têm um poder nunca antes imaginado, ultrapassando a capacidade da média de pessoas altamente treinadas para executar tarefas das mais simples às mais complexas. Dá medo do que essas máquinas podem fazer? Sim, claro. Porém elas também podem nos ajudar a responder a uma das perguntas mais difíceis da existência humana, algo que temos tentado fazer, uma reengenharia reversa no cérebro: entender quem somos nós.

 

IA é um dos tópicos de importância capital para superar os maiores desafios da humanidade. A engenharia desses agentes, que podem observar, raciocinar, agir, aprender e cooperar para resolver determinados problemas, dos mais simples aos mais complexos, disponíveis na ponta dos dedos, sem fronteiras, nos convida a explorar os maiores dilemas e desafios com a máxima sabedoria disponível em nós mesmos.