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A inteligência artificial poderá vir a ser um risco para os profissionais?

As tecnologias disruptivas mudaram o comportamento humano e os modelos de negócio. Afinal, muita gente já nem lembra mais como era a vida sem a internet e a facilidade de ter em mãos tudo o que você precisa em seu smartphone.

O universo dos smartphones tem crescido a cada ano. A inteligência artificial (IA) já auxilia em vários setores da economia, inclusive na saúde e agropecuária, tornando-se cada vez mais frequente e essencial em nossa rotina.

Assistentes digitais, como Alexa, da Amazon, já estão presentes em 20 mil dispositivos, e a empresa — que em 2018 atingiu o valor de US$1 trilhão — mostra-se focada em liderar o mercado de casas inteligentes. Além disso, o novo software de reconhecimento facial foi a grande aposta da Apple para o lançamento do último iPhone X, tornando-se mais um objeto de desejo dos amantes da marca e da tecnologia de ponta.

O drone, que começou a ser popularizado em trabalhos audiovisuais, já está sendo utilizado em outros serviços, como o de servir café, por exemplo. Ainda ficamos deslumbrados a cada inovação que tem surgido nos últimos anos, despertando em nós aquela sensação de que estamos vivendo no futuro.

Entretanto, numa era com tantas tecnologias ágeis impactando o mundo de maneira tão rápida, algumas discussões calorosas entre pesquisadores e cientistas questionam se de fato há possibilidade de um dia as pessoas perderem espaço para a máquina, principalmente no ambiente de trabalho. Para muitos, pode ser que esse dia esteja mais perto de chegar do que a gente imagina.

“Acho que a extinção da espécie humana provavelmente ocorrerá, e é provável que a tecnologia fará parte disso.”. Essa declaração de um dos sócios da Hassabis, na DeepMind, Shane Legg, deixou muita gente assustada, incluindo o grande visionário Elon Musk, que, apesar de ser defensor da tecnologia, admite que tem certo receio de como a IA poderá impactar a economia e os relacionamentos sociais daqui a alguns anos.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AS NOVAS PROFISSÕES

Desde o início da Idade Moderna, as tecnologias causam transformações disruptivas na sociedade, criando outros modelos de negócio que, em consequência, demandam novos profissionais. A invenção da máquina a vapor foi uma delas, a internet também. Antes do surgimento dessa última, muitas profissões populares hoje em dia nem existiam.

A inteligência artificial tem provocado esse mesmo efeito. Além de impactar o comportamento humano, ela vem abrindo um leque de inúmeras possibilidades de negócio. Porém a corrida entre as empresas para obter o máximo de inovação está desenvolvendo máquinas flexíveis e “autodidatas”, gerando o medo de que robôs cheguem a substituir os lugares das pessoas nas organizações.

Steve Wozniak, cofundador da Apple, também tratou a IA com cautela de início. Assim como Musk e o físico Stephen Hawking, ele se mostrou preocupado com a possibilidade de criar máquinas com consciência semelhante à humana e que pudessem eventualmente representar risco para a humanidade.

Porém, baseado no fato de que o cérebro humano ainda trabalha de maneira única e genial, Steve mudou sua opinião com relação a esse receio:

“Podemos ter máquinas que simulem inteligência, porém isso é diferente de realmente replicar como o cérebro funciona”, afirma Wozniak.
A pesquisa da SurveyMonkey sobre IA conduzida para o USA Today também causou preocupação. De todos os entrevistados, 73% afirmaram preferir que a IA fosse limitada ao lançamento de novas tecnologias, para que não se tornasse ameaça aos seres humanos.

Ao mesmo tempo, 43% disseram que construir máquinas mais inteligentes do que pessoas faria “mais mal do que bem”, enquanto 38% acreditam que a quantidade de danos é igual à de benefícios.

CHINA NA CORRIDA PELA INOVAÇÃO

Outra questão que deixa muitas pessoas preocupadas com a agilidade das tecnologias é sobre privacidade de dados. Entretanto, a China quer liderar a corrida mundial pela inovação e mostra não se importar com essas questões.

Em contrapartida, enquanto muitos estão apostando tudo nas tecnologias exponenciais, é bom considerar que há grande parcela de consumidores que ainda se mostra desconfiada de todas essas novidades e tende a achá-las um pouco invasivas às vezes.

“A maioria das pessoas é inteligente o suficiente para ver que a tecnologia não é perfeita e que não podemos confiar nesses sistemas para tomar decisões totalmente justas e corretas”, afirma Madeleine Clare Elish, antropóloga cultural da Data & Society, empresa sediada em Nova York.

Talvez o que as empresas de tecnologia precisem começar a perceber é que elas têm responsabilidade não apenas com os consumidores, mas também com a sociedade.

É preciso estar disposto a discutir e monitorar os desenvolvimentos da IA sob várias perspectivas, a fim de que máquinas e humanos consigam se desenvolver e trabalhem juntos num mercado totalmente novo no futuro.

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A nanotecnologia e os impactos na medicina

Para provar que tamanho não é documento, a nanotecnologia tem mostrado que revoluções podem ser feitas usando-se materiais cada vez menores. Criada no Japão, com o objetivo de desenvolver ferramentas em escala atômica, essa nova tecnologia busca promover inovações em diversas áreas, como: medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia dos materiais.

Com o passar dos anos, tornou-se uma área promissora, ainda que desperte muita curiosidade e dúvidas com relação a como a nanotecnologia poderá impactar o mercado. Apesar de todos esses receios, diversos cientistas e pesquisadores já têm experimentado essa inovação de várias maneiras, para solucionar problemas difíceis da sociedade de forma efetiva.

Pesquisas já apontam resultados surpreendentes na produção de semicondutores, nanocompósitos, biomateriais, entre outros. Mas como uma tecnologia em escala tão pequena consegue ter tanto potencial? Estudos comprovam que elementos já conhecidos, como fósforo, prata e ouro, quando empregados em tamanho minúsculo, têm comportamento diferente do usual, como se suas propriedades tivessem sido alteradas.

“Quando o tamanho da substância é diminuído em uma escala nano, o número de partes presentes é reduzido, criando um material cujo tamanho é maior que seu volume”, explica Lívia Elisabeth Vasconcellos, professora do Departamento de Engenharia da UFLA.

NANOTECNOLOGIA NA MEDICINA

Vários setores são impactados diariamente por essa tecnologia, mas um dos que mais se mostram empenhados em promover a inovação é a área da saúde. Na medicina, nanotecnologia já tem impacto revolucionário no tratamento e prevenção de várias doenças.

Por meio dela, é possível introduzir materiais de tamanho molecular em células para que façam reparações, catalisem reações químicas e observem como o organismo humano pode se comportar. Sua aplicação já tem sido testada em alguns processos, como: regeneração de tecidos, destruição de vírus e bactérias, desobstrução de artérias, entre outros.

Além disso, em 2017, uma pesquisa realizada pela P&T Community apontou que a nanotecnologia reduz o nível de toxicidade dos medicamentos e cerca de 50 deles já foram aprovados e estão sendo comercializados para uso clínico.

Tudo indica que no futuro a medicina poderá avançar ainda mais no tratamento de inúmeras doenças devido ao uso da nanotecnologia.

NANORROBÔS QUE COMBATEM CÂNCER

Pesquisadores da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, criaram nanorrobôs (dispositivos desenvolvidos em escala nanométrica com componentes moleculares) que eliminam cirurgicamente tumores, bloqueando a irrigação sanguínea para eles.

Por enquanto, essa técnica tem sido testada apenas em ratos de laboratório que sofrem de melanoma, tipo de câncer de pele, mas já aponta resultados animadores. De acordo com os estudos, ao introduzir os nanorrobôs na circulação sanguínea das cobaias, observou-se que os tecidos doentes foram eliminados e os saudáveis continuaram perfeitos.

Sendo assim, o tratamento só afeta o tumor primário, além de impedir a formação de metástases. O próximo passo agora é fazer testes em animais maiores, e a expectativa é otimista.

IMPACTOS AMBIENTAIS DOS NANOMATERIAIS

Apesar de todos os benefícios que a nanotecnologia traz para os setores tecnológico e industrial, há grande preocupação sobre os impactos no meio ambiente que ela possa vir a causar.

É o caso, por exemplo, da nanopoluição. Gerada na produção de nanomateriais, esse tipo de poluição pode representar forte perigo para o ser humano daqui a alguns anos, uma vez que os nanopoluentes podem flutuar facilmente pelo ar, devido a seu tamanho minúsculo.

Eles podem entrar nas células de todos os seres vivos: humanos, animais e plantas. O organismo de cada espécie pode não ter os meios apropriados para lidar com essa poluição e sofrer danos sem solução conhecida.

Por isso, apesar da empolgação, todo cuidado é pouco para que a nanotecnologia não se torne uma ameaça tanto para o meio ambiente, quanto para nosso bem-estar.