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Como incluir os desbancarizados na economia digital

Atualmente, cerca de 45 milhões de brasileiros não possuem uma conta bancária. É o que aponta a última pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva. A alta população de desbancarizados – incluindo clientes que não movimentam contas há mais de seis meses – tem gerado diversos impactos na economia nacional. Os desdobramentos desse cenário no setor financeiro serão apresentados por Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, durante a próxima edição do Exponential Finance Brazil, que acontece entre os dias 10 e 11 de setembro, em São Paulo.

Responsáveis por movimentar mais de R$ 800 bilhões por ano, os desbancarizados correspondem a 29% da população adulta do país. A parcela feminina representa 59%. Na divisão por extratos econômicos, o estudo aponta uma concentração de 89% nas classes C, D e E. Entre eles, apenas 58% tiveram o acesso até o ensino fundamental. Além disso, 69% compram fiado e 51% usam o cartão de crédito emprestado de outras pessoas para fazer compras. Segundo Meirelles, essa movimentação financeira – que alcança R$ 817 bilhões de reais – por ano poderia ajudar a alavancar a economia se não estivesse guardada debaixo do colchão.

Outros levantamentos da pesquisa apontam para a necessidade de tecnologias que integrem os desbancarizados no sistema financeiro tradicional. Por exemplo: cerca de 45% dessa parcela da população costuma recorrer a familiares e amigos para obter empréstimos. A necessidade de acesso a crédito é evidente. O desafio é encontrar soluções que descentralizem a circulação do dinheiro e aumentem os níveis de confiança nas instituições financeiras tradicionais.

Quer conhecer as últimas tendências e tecnologias do mercado financeiro? Inscreva-se no Exponential Finance Brazil. O principal summit de finanças exponenciais do país acontece do dia 10 e 11 de setembro, em São Paulo.

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Como potencializar sua estratégia na economia de dados

A economia de dados passou por um grande momento em 2019. Agora que toda organização está em uma jornada de transformação para enfrentar os desafios do futuro, as informações que circulam na rede se tornaram uma arma competitiva. Empresas de todos os setores estão se esforçando para aproveitar esse movimento na otimização de processos, na criação de novas soluções e na tomada de decisões mais rápidas e precisas. As últimas aquisições feitas pelo Google e pela Salesforce reforçam essa tendência.

O Google anunciou recentemente a compra da Looker, uma plataforma de Business Intelligence (BI) e Big Data Analytics, que em breve se juntará ao Google Cloud. A empresa foi adquirida por US $ 2,6 bilhões. A plataforma foi projetada para ajudar os usuários corporativos a explorar, analisar e compartilhar análises de negócios em tempo real com mais facilidade.

A notícia ressaltou a importância crescente do uso de tecnologias exponenciais convergentes – neste caso, computação em nuvem e análise de dados – e a diferença crítica entre crescimento incremental e exponencial. “Na tecnologia, a maior parte do progresso é incremental. O Looker e o Google Cloud estão no centro de uma mudança muito importante na análise de dados”, afirmou Frank Bien, CEO da Looker, sobre a transação.

A Salesforce, por sua vez, finalizou o processo de compra da Tableau Software. O negócio foi avaliado em US$ 15,7 bilhões. A startup ajuda outras empresas a visualizar, compartilhar e analisar dados que melhorem processos de experiência do usuário. Keith Block, coCEO da Salesforce, enfatizou o papel da análise de dados para a criação de uma visão unificada para toda a organização. “Os dados são a base de todas as transformações digitais e a incorporação da Tableau acelerará nossa capacidade de proporcionar sucesso ao cliente, permitindo uma visão verdadeiramente unificada e poderosa.”

Uma convergência de estratégias


A estratégia de crescimento de qualquer organização não pode mais ser apartada da estratégia de dados. Uma visão holística sobre o assunto vai além da análise para incluir coleta de informações – é preciso gerenciar todo o ciclo de vida dos dados da sua organização. Desenvolver essa estratégia para o futuro não é uma tarefa simples, mas as ações recentes de companhias como o Google e a Salesforce podem dar algumas pistas sobre como construir esse posicionamento.

As duas organizações já estão usando vertentes da ciência de dados para complementar suas principais capacidades, alcançar novos clientes e agregar valor a relacionamentos já existentes. Vale lembrar: organizações de praticamente todos os setores já começaram suas próprias jornadas de transformação. Nesse cenário, sairá na frente quem repensar o futuro a partir da combinação entre análise de dados e experiência de clientes.

*Texto traduzido e adaptado da Singularity University

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Como a IA está impactando os serviços financeiros?

Nos dias de hoje, pode ser difícil entender o significado e o impacto potencial da inteligência artificial (IA) em nossas vidas. Da Siri às interpretações de robôs assassinos em Hollywood, não está claro o que devemos esperar dessa tecnologia exponencial.

O que está claro: produtos e serviços baseados em inteligência artificial alcançaram quase todos os aspectos de nossa vida pessoal e profissional nos últimos anos. Enquanto as soluções de inteligência artificial continuarem a emergir e a convergir, esse ritmo de mudança só continuará a acelerar.

Com um progresso tão rápido, é difícil fazer suposições sobre o futuro da IA. Mas, em vez de nos concentrarmos no desconhecido, podemos examinar o que sabemos sobre a IA, suas aplicações atuais e o impacto potencial futuro.
O potencial para agregar valor a todos os tipos de transações e serviços financeiros tem sido um dos holofotes da IA. Bancos e empresas de investimento estão explorando o poder da tecnologia para melhorar a experiência do cliente, automatizar tarefas pesadas, cortar custos e ajudar a descobrir novas oportunidades de crescimento futuro.

Um exemplo é a capacidade da IA de detectar e analisar padrões de Big Data. Essa habilidade a torna uma ferramenta poderosa de gestão de patrimônio e investimentos. Uma dos principais exemplos dessa parceria são os robô-advisors – e que estão assumindo cada vez mais responsabilidades do gerenciamento de portfólios de investimentos.

Empresas como a Betterment, que usam uma combinação de conhecimento humano e de inteligência artificial, estão liderando essa tendência. A organização ajuda os clientes a criar uma caderneta, escolher e manter investimentos por uma taxa anual fixa. A abordagem da Betterment ganhou popularidade nos últimos anos. Atualmente, a empresa supervisiona mais de US $ 10 bilhões em ativos para mais de 250.000 clientes.

Para quem está preocupado com a segurança de contas bancárias e ativos pessoais, podemos esperar uma proteção contra fraudes mais sofisticada, baseada na inteligência artificial e no blockchain. Os avanços da IA no setor financeiro prometem ser muito mais eficientes na solução de problemas e no fornecimento mais ágil de respostas.

Quer conhecer as últimas tendências e tecnologias do mercado financeiro? Inscreva-se no Exponential Finance Brazil. O principal summit de finanças exponenciais do país acontece do dia 10 e 11 de setembro, em São Paulo.

Texto traduzido e adaptado do Guia Exponencial da Inteligência Artificial, da Singularity University

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Samantha Radocchia e o potencial do Blockchain

O blockchain já provou que tem muito mais a oferecer do que viabilizar transações de criptomoedas. Nos últimos anos, a tecnologia demonstrou potencial para revolucionar praticamente todos os setores. As inúmeras possibilidades de aplicação são descritas no livro “Bitcoin Pizza: The No Bullshit Guide to Blockchain”. A obra é de autoria de Samantha Radocchia, cofundadora da startup Chronicled, especializada em soluções de blockchain para cadeias logísticas.

Um dos destaques da programação do Exponential Finance Brazil, que acontecerá no mês de setembro, em São Paulo, Radocchia defende que o blockchain poderá se tornar um sistema operacional para diversas plataformas. Nesse sentido, a convergência com movimentos de IoT, Big Data, Machine Learning e Robótica será crucial para que a tecnologia cumpra sua promessa de impacto exponencial.

A revolução do blockchain, em sua opinião, terá como pilar a descentralização operacional de diferentes cadeias de negócio, da indústria alimentícia ao mercado financeiro. Os primeiros resultados desse movimento foram apresentados em uma palestra recente, realizada durante o evento The Exponential Manufacturing, onde Radocchia compartilhou algumas de suas visões a partir de exemplos da indústria de manufatura.

Além da democratização do controle – e da facilitação do acesso – a grandes cadeias de negócio, Radocchia aponta a segurança como um dos principais trunfos para consolidar o blockchain como uma tecnologia de massa. Em um mundo cada vez mais orientado pelo intercâmbio de grandes volumes de dados, segurança e privacidade serão cada vez mais essenciais para ganhar a confiança de empresas e consumidores.

Quer conhecer as últimas tendências e tecnologias do mercado financeiro? Inscreva-se no Exponential Finance Brazil. O principal summit de finanças exponenciais do país acontece do dia 10 e 11 de setembro, em São Paulo.


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Wolfgang Fengler: as novas tecnologias e a revolução do Big Data

O economista austríaco Wolfgang Fengler acumula quase duas décadas de análise de cenários para o Banco Mundial. Ao longo desse período, ele tornou-se conhecido pela conexão entre dinâmicas macroeconômicas e tecnologias de inovação. Com projetos realizados em quatro continentes, Fengler será um dos destaques da programação do Exponential Finance Brazil, que acontece nos dias 10 e 11 de setembro, em São Paulo. Em uma das palestras mais aguardadas do evento, ele apresentará as oportunidades de inteligência artificial e machine learning para o mercado financeiro.


Defensor da aplicação de ferramentas de Big Data para solucionar grandes problemas da humanidade, Fengler acredita que a ciência de dados pode ser uma poderosa aliada para alcançar as metas de desenvolvimento sustentável da ONU. Durante uma apresentação no SU Global Summit 2018, ele afirmou que o desafio é conectar novas tecnologias a necessidades reais de empresas e pessoas. Tal descompasso é ilustrado por uma metáfora com o petróleo: assim como acontece com o diesel e a gasolina, os dados só ganham valor quando são devidamente extraídos, refinados e entregues às pessoas de uma forma que elas possam utilizá-los da melhor forma possível.


A preocupação em criar soluções que diminuam o abismo entre a prosperidade oferecida por novas tecnologias e os milhões de pessoas em situação de fome e pobreza no mundo. O Relógio Mundial da Pobreza é um dos seus principais projetos nessa área. Trata-se de uma plataforma que monitora os índices de pobreza no mundo, mostrando em tempo real as estatísticas de cada país. O sistema apontou recentemente a Nigéria como a população mais pobre do mundo. A descoberta teve repercussão global, ganhando destaque em veículos como Financial Times e Washington Post.