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Inovação aberta: como começar a transformação digital na sua empresa

Muitas empresas têm percebido a necessidade de inovar, mas a maioria se perdem ainda no ¨como¨ iniciar o processo de inovação.

Independente do segmento de mercado, está cada vez mais claro para todos que as empresas tradicionais precisam se reinventar, senão perderão fatia relevante de mercado ou deixarão de existir.

Inovar não significa necessariamente ¨matar¨ modelos de negócios anteriores. A inovação pode ser incremental, ou seja, trazer uma melhoria em um processo, tecnologia, produto ou serviço que já existe. Ou pode ser disruptiva, mais drástica, que traga algo completamente novo e torne inviável a continuação do modelo de negócio no formato anterior, como o que ocorreu com o modelo de locação de filmes da Blockbuster, que faliu, com o lançamento do Netflix.

Ressalte-se que os dois modelos de inovação, incremental e disruptiva, são altamente relevantes para conduzir nossa sociedade para um futuro mais promissor e para uma melhor experiência dos clientes nos mais diversos segmentos de mercado.

No que se refere à inovação dentro das empresas, uma das melhores formas de iniciar um processo de inovação em uma empresa tradicional é a Inovação Aberta ou Open Innovation. A Inovação Aberta é um termo abrangente criado por Henry Chesbrough, professor e diretor executivo no Centro de Inovação Aberta da Universidade de Berkeley e chairman do Centro de Open Innovation – Brasil.

Veja abaixo o quadro comparativo da Inovação Fechada e Inovação Aberta:

Entre as grandes vantagens da Inovação Aberta estão o contato com grande número de stakeholders que podem trazer soluções inimagináveis apenas pelo time interno, a possibilidade de criar novos modelos de negócios e de fonte de receitas, além de spin offs de novos produtos com fornecedores ou parceiros que possam agregar know how e tecnologias já em fase mais madura de implantação ou até mesmo co-criar novas soluções em colaboração, unindo times externos com o time interno da empresa.

Outro ponto de grande valia na Inovação Aberta é abertura para uma nova cultura, pois esse tipo de inovação promove contatos entre diversos players como especialistas, consultores, universidades, startups, empresas de tecnologia, o que faz com que a empresa âncora interaja constantemente com outros tipos de gestão e perceba que é possível mudar a forma de gerir, medir e executar tarefas.

Dentro desse contexto da Inovação Aberta o mais importante é que todos os envolvidos tenham o máximo possível de humildade para entenderam que a linha mestra é a co-criação, que nenhum dos atores dessa jornada deve se entender como ¨dono da razão¨, pois todos aprenderão dentro desse processo através de experimentos e validações em conjunto.

Lembrando que é essencial entender bem o mercado que se pretende alcançar e o perfil do consumidor antes de lançar o produto ou novo serviço co-criado, para isso vale muito refletir sobre os perfis de personas dentro da curva de adoção de novas tecnologias, conforme abaixo:

Por fim, é super importante enfatizar que não existe regra para uma processo de inovação, assim como o objetivo a que ele se propõe, que é criar e aplicar nossas ideias, o processo de inovação em si também precisa de ser compreendido como um modelo de aprendizado constante, com o máximo possível de testes, experimentos, feedbacks e reformulações, para que não seja estático e burocrático, para não correr o risco de perder a sua essência.

Luma Boa Ventura é especialista em Transformação Digital e Inovação no MIT, Membro do Time de Liderança do Chapter de Betim da SingularityU, Co-fundadora da empresa AI ROBOTS de Inteligência Artificial para Indústria 4.0, Consultora de AI Transformation na Kunumi e de Inovação Aberta no MOVX.

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