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Inovação e diversidade: qual é o próximo passo?

A falta da diversidade no ecossistema de tecnologia e inovação ainda é um enorme desafio para organizações de todos os setores. O avanço das pautas de inclusão — e o aumento de iniciativas de formação e desenvolvimento de equipes diversas — é evidente. Mas o perfil dos profissionais de TI ainda não reflete a pluralidade da sociedade atual.

A disparidade permanece sistêmica e pode ser comprovada em pesquisas como a Systemic inequalities for LGBTQ professionals in STEM, realizada pela Universidade de Michigan e pela Temple University. Resultado de um levantamento feito entre 25 mil profissionais de ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, o estudo aponta que apenas 4% dos profissionais de tecnologia se identificam como parte da comunidade LGBTQIA+.

Embora apresentem um recorte do mercado americano, os números refletem uma realidade visível na formação de equipes de tecnologia de corporações e startups do mundo inteiro. O quadro é ainda mais crítico em um país como o Brasil, que deve contabilizar um déficit de 250 mil vagas de TI nos próximos cinco anos, de acordo com o último estudo realizado pela Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação).

A crescente percepção que a diversidade é, acima de tudo, uma ferramenta essencial para a inovação (e para a própria sobrevivência do negócio) vem se apresentando como um dos caminhos promissores para transformar essa realidade. Segundo a última edição da Pesquisa Global de Diversidade e Inclusão, da PwC as questões de diversidade são apontadas como prioridade para 76% das empresas.

Trata-se de uma mensagem poderosa, que começa a ganhar força e capilaridade entre consultorias, comitês internos, conselhos, departamentos de recursos humanos e diversas camadas de liderança, além da própria cobrança da sociedade por inclusão e representatividade. Resta ver quando começaremos a identificar essa mudança de percepção refletida na formação de equipes e na criação de soluções com olhares e vieses realmente plurais. O desafio está lançado.     

Thomaz Gomes é gerente de conteúdo da SingularityU Brazil

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