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O booster pandêmico nas healthtechs brasileiras

O Brasil está entre os 10 principais mercados de saúde no mundo. Segundo o IBGE, o gastamos 8% do Produto Interno Bruto (PIB) em saúde, dos quais 4,4% vêm de gastos privados e 3,8%, de gastos públicos.

Em 2019, cerca de R$ 292,5 bilhões saíram dos cofres públicos para o sistema de saúde. Além da construção de novas unidades de atendimento, o montante é destinado ao Sistema Único de Saúde (SUS) para aperfeiçoamento e cobertura de suas ações, como a rede de atendimento e o pagamento de salários de funcionários.

São números que justificam as quase mil healthtechs no país que juntas levantaram cerca de US$ 183,9 milhões em investimentos no primeiro semestre desse ano, de acordo com relatório da Distrito.

O setor já conta com 14 segmentos diferentes, que incluem softwares de gestão hospitalar, apps de bem-estar, pesquisas em biotecnologia e hardwares de monitoramento.

Oncologia – A Ana Saúde reuniu profissionais focadas em atendimento à pacientes com câncer. Fundada em maio desse ano, a startup voltada para a oncologia tem como meta fechar o ano com mil assinantes do serviço (com preços de até R$ 390 por mês) que permite acesso a atendimento médico, nutricional, psicológico, farmacêutico, bem como acesso a enfermeiros e preparadores físicos.

O aplicativo propõe o cuidado de pacientes com câncer de maneira humanizada, por meio da telemedicina.

Cowork – A Livance é uma startup de consultórios compartilhados para profissionais da saúde e atua no modelo de Infrastructure as a Service (IaaS), em que médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos têm à disposição espaços compartilhados para as consultas. A empresa também possibilita que os profissionais liberais atendam em diferentes endereços, sem qualquer custo adicional.

O grande diferencial é a oferta de tecnologia junto do espaço, com gestão via plataforma por uma mensalidade de R$ 236. O valor inclui acesso à plataforma, com um sistema de agendamento das consultas via site ou aplicativo. Há, também, números de telefone e Whatsapp para atendimento exclusivo por secretarias da startup (com o acréscimo de até R$ 1 por minuto).

Segundo a empresa, a solução permite aos profissionais uma economia de até 60% nos gastos com infraestrutura.

Convênio – A grande diferença entre o Alice e os demais convênios é o modelo de remuneração dos médicos e fornecedores conveniados. O pagamento varia de acordo com indicadores de qualidade do serviço e satisfação do paciente.

O formato chamado value-based healthcare (estratégia de saúde baseada em resultados) foi proposto em 2006 por professores da Escola de Negócios de Harvard. E tem como critério de remuneração a qualidade do serviço prestado ao paciente e o resultado de melhora de saúde obtido.

Para uma pessoa de 30 anos sem histórico de problemas de saúde, com cerca de R$ 600 é possível acessar hospitais e laboratórios de primeira como Beneficiência Portuguesa de São Paulo, Salomão Zoppi, Delboni Auriemo e Lavoisier.

Depois de captar mais de US$ 47 milhões desde 2019, a healthtech está de olho no mercado de planos de saúde empresariais. Nas últimas semanas, uma área específica do site da Alice cadastrou 35.000 pessoas interessadas em obter o plano empresarial.

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